João de Figueiredo Mascarenhas, "Boatucá"
João de Figueiredo Mascarenhas, segundo o "Catálogo Genealógico de famílias..." de Frei Jaboatão passou ao Brasil ainda criança junto ao pai, o fidalgo do Faro, Lourenço de Figueiredo Mascarenhas que teria fugido de Portugal por ter matado um cônego seu parente. Ele casou com Apolônia filha de Caramuru e obteve títulos de nobreza no Brasil por serviços prestados a coroa portuguesa.
Foi o antepassado de João Correia Arnaud, fundador de Missão Velha-CE, e dos descendente deste como a família Parente de Salgueiro e Barbalha segundo pe. Antônio Gomes de Araújo.
Faro é uma cidade portuguesa e capital da sub-região do Algarve, pertencendo a região com o mesmo nome e ao distrito de Faro, com 46 310 habitantes (2021) no seu perímetro urbano.
É sede do município de Faro que tem 202,57 km2[1] e 67 650 habitantes[2] (2021), subdividido em 4 freguesias.[3] O município é limitado a norte e oeste pelo município de São Brás de Alportel, a leste por Olhão, a oeste por Loulé e a sul com o Oceano Atlântico.
Freguesias[editar | editar código-fonte]
O município é subdividido em 4 freguesias:
Demografia[editar | editar código-fonte]
População[editar | editar código-fonte]
Com os Censos 2021, o município de Faro registou 67 650 habitantes, mais 2 631 habitantes comparado com os Censos de 2011, quando foram registados 65 019 habitantes. Todas as quatro freguesias registaram um crescimento populacional, a média foi de +4%.
| Freguesia | Habitantes (2021) | Habitantes (2011) | Variação |
|---|---|---|---|
| Conceição e Estoi | 8 332 | 8 176 | +1,9% |
| Faro (Sé e São Pedro) | 46 310 | 44 578 | +3,9% |
| Montenegro | 8 614 | 8 149 | +5,7% |
| Santa Bárbara de Nexe | 4 394 | 4 116 | +6,8% |
| Faro | 67 650 | 65 019 | +4,0% |
Crescimento populacional[editar | editar código-fonte]
| Número de habitantes do município de Faro | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 | 2021 |
| 22 938 | 36 195 | 24 273 | 28 456 | 31 747 | 33 749 | 35 651 | 30 973 | 45 109 | 50 761 | 58 051 | 65 019 | 67 650 |
História[editar | editar código-fonte]
As origens de Faro[editar | editar código-fonte]
Os primeiros marcos remontam ao século VIII a.C., ao período da colonização fenícia do Mediterrâneo Ocidental. O seu nome de então era Ossónoba e era um dos mais importantes centros urbanos da região sul de Portugal e entreposto comercial, integrado num amplo sistema comercial, com base na troca de produtos agrícolas, peixe e minérios. Entre os séculos III a.C. e VIII d.C., a cidade esteve sob domínio romano, Bizantino e visigodo. Dos vestígios romanos destaca-se as Ruínas romanas de Milreu. Do período visigótico existem várias fontes e indícios (quer de escritores cristãos quer árabes) que referem uma magnífica catedral, mas cujos vestígios nunca foram encontrados [1][2] [3][4]. Da ocupação bizantina (Império Bizantino) destacam-se as torres bizantinas da cidade [5].
Faro foi conquistada pelos mouros no ano de 713 d.C, os quais ergueram ali uma fortificação (reforçada por uma nova muralha a mando do príncipe mouro Ben Bekr, no século IX). Durante a ocupação árabe, o nome Ossónoba prevaleceu, desaparecendo apenas no século IX, para dar lugar a Santa Maria do Ocidente [6] era então capital de um efémero principado independente.
No século XI passa a designar-se Santa Maria de Ibn Harun [7] assim chamada em honra do fundador da Dinastia dos Banu Harun, Emires da Taifa de Santa Maria do al-Gharb, e o nome de Ossónoba começa a ser substituído. A cidade é fortificada com uma cintura de muralhas.
Na sequência da independência de Portugal, em 1143, o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques e os seus sucessores iniciam a expansão do país para o sul, reconquistando os territórios ocupados pelos mouros. Depois da tomada da cidade por D. Afonso III, em 1249, os portugueses designaram a cidade por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram.
Nos séculos seguintes, Faro tornou-se uma cidade próspera devido à sua posição geográfica, ao seu porto seguro e à exploração e comércio de sal e de produtos agrícolas do interior algarvio, trocas comerciais que foram incrementadas com os descobrimentos portugueses.
Tem, nesse período, uma importante e activa colónia judaica que no final do século XV imprime localmente o Pentateuco, o primeiro livro português. A comuna de Faro terá sido sempre uma das mais distintas da região algarvia e das mais notáveis do País, em todos os tempos, com muitos artesãos e muita gente endinheirada, sendo frequentes no século XIV as ligações comerciais de judeus e cristãos. A manifesta prosperidade dos judeus farenses no século XV é interrompida pela carta patente de dezembro de 1496 em que D. Manuel I os expulsava de Portugal, caso não se convertessem ao catolicismo.
Assim, oficialmente e só neste sentido, deixaram de existir judeus em Portugal, o que também aconteceu em Faro, onde a terceira esposa de D. Manuel I mandou erigir o Convento de Nossa Senhora da Assunção em Vila Adentro, local em que estava implantada a judiaria.
O Rei D. Manuel I promove, em 1499, uma profunda alteração urbanística com a criação de novos equipamentos na cidade - um Hospital, a Igreja do Espírito Santo (Igreja da Misericórdia), a Alfândega e um Açougue - fora das alcaçarias e junto ao litoral. Em 1540, D. João III eleva Faro a cidade e, em 1577, a sede do bispado do Algarve é transferida de Silves para Faro. O saque e o incêndio, em 1596, pelas tropas inglesas de Robert Devereux, 2.º Conde de Essex, danificaram muralhas e igrejas, e provocaram elevados danos patrimoniais e materiais na cidade.
Os séculos XVII e XVIII são um período de expansão para Faro, que foi cercada por uma nova cintura de muralhas durante o período da Guerra da Restauração (1640 - 1668), que abrangia a área edificada e terrenos de cultura, num vasto semicírculo frente à Ria Formosa.
Em 1 de novembro de 1755, o Algarve é arruinado por um grande sismo que devido à sua intensidade provocou, igualmente, estragos em outras cidades do país, sobretudo em Lisboa.
A cidade de Faro sofreu danos generalizados no património eclesiástico, desde igrejas e conventos até o próprio Paço Episcopal. As muralhas, o castelo com as suas torres e baluartes, os quartéis, o corpo da guarda, armazéns, o edifício da alfândega, a cadeia e os conventos de S. Francisco e o de Santa Clara foram destruídos e arruinados.
Até finais do século XIX, a cidade manteve-se dentro dos limites da Cerca seiscentista de Faro. O seu crescimento gradual sofre um maior ímpeto nas últimas décadas.
Fonte: Wikipedia
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