D. Polucena de Abreu e Lima
A esposa do fundador de Barbalha, Francisco Magalhães Barreto e Sá, D. Polucena de Abreu e Lima era filha de Antônio Oliveira de Carvalho e de Francisca Vieira de Gusmão. Não se sabe ao certo sua origem familiar mas o sobrenome ela pode ter recebido dos padrinhos, um costume comum à vários grupos: portugueses pobres, cristãos novos perseguidos, filhos ilegítimos de grandes donatários ou até mesmo nativos, africanos e mestiços o que não deve ter sido o caso. Uma prática comum, que parece ser uma hipótese também plausível, é que se usasse o sobrenome dos antepassados como forma de homenagem, assim esse poderia ser o nome de alguma avó ou bisavó que a família quis recordar. Enfim o que se sabe é que os indícios apontam para um parentesco com o marido e ligações com grandes famílias sergipanas.
Esse casal deu origem não apenas aos Sá Barretos, mas a ramos dos Filgueiras, Parentes, Sampaios e a duas famílias que provêm diretamente deles, os Callous de Terra Nova e os Sabiás, fruto do casamento de uma filha, Ana Angélica de Jesus com o tenente Gregório Pereira Pinto de Inhambupê. Também surgem deles ramos dos Grangeiros e os Espírito Santo Correia de Barbalha-CE.
Sergipe é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Nordeste e tem por limites o oceano Atlântico a leste e os estados da Bahia, a oeste e a sul, e de Alagoas, a norte, do qual está separado pelo Rio São Francisco. Está dividido em 75 municípios e é o menor dos estados brasileiros, ocupando uma área total de 21 910 km², tornando-o pouco maior que El Salvador. Em 2021, sua população foi recenseada em 2,3 milhões de habitantes.[2] Sua capital e cidade mais populosa é Aracaju, sendo a mesma sede da Região Metropolitana de Aracaju, que inclui os municípios de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão.
Sergipe emancipou-se politicamente da Bahia em 8 de julho de 1820. A então capitania de Sergipe del-Rey viria a ser elevada à categoria de província quatro anos depois, e, finalmente, a estado após a proclamação da República em 1889. A atividade agrícola é um fator da economia sergipana. Em destaque nesse ramo, encontra-se o cultivo da cana-de-açúcar. A laranja e o coco também são produzidos pelo estado. O extrativismo mineral é outra atividade do setor primário. Petróleo, gás natural, calcário e potássio são os principais.[7]
Etimologia[editar | editar código-fonte]
O nome do estado vem da antiga língua tupi e significa "no rio dos siris" (referindo-se ao Rio Sergipe), através da junção das palavras siri (siri), 'y (rio) e pe (em) que na linguagem dos colonizadores tornou-se Sergipe.[8]
História[editar | editar código-fonte]
Pré-história[editar | editar código-fonte]
Os primeiros indícios da ocupação humana do território que hoje corresponde ao estado de Sergipe são datados de 9000 a.C.[9] Esses primeiros povos não conheciam a escrita, sendo objeto de estudo da Pré-História, que no caso do continente americano compreende o período que antecede a chegada dos europeus. Por não haver registros escritos, o estudo é feito por achados arqueológicos: pinturas rupestres, ossos, restos de cerâmica e outros artefatos.[10] E através da análise dessa cultura material que os arqueólogos identificaram a existência de três culturas ou tradições arqueológicas: Canindé, Aratu e Tupi-guarani.[9]
Período colonial[editar | editar código-fonte]
Situado entre os rios São Francisco e Real, o litoral sergipano foi visitado em expedição em 1501 por Gaspar de Lemos. Em 1534, o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias e o território de Sergipe fazia parte da capitania da Baía de Todos os Santos. Na segunda metade do século XVI, houve maior contato entre franceses e indígenas locais, iniciando-se escambo de objetos diversos por produtos da terra (pau-brasil, algodão, pimenta-da-terra). Garcia d’Ávila, proprietário de terras na região, iniciou a conquista do território. Contava com a ajuda dos jesuítas para catequizar os nativos. A conquista desse território e sua colonização facilitariam as comunicações entre Bahia e Pernambuco e impediriam também as invasões francesas.
Entre o final do século XVI e as primeiras décadas do século XVII, a atuação dos missionários e de algumas expedições militares afastaram franceses e venceram a resistência indígena em 1590, com a destruição das aldeias do cacique Serigy. Depois da conquista, os portugueses fundaram a cidade de São Cristóvão, às margens do rio Sergipe, num outeiro próximo ao rio Poxim. A cidade é realocada mais duas vezes até o ponto onde se encontra atualmente, a partir de 1608. São Cristóvão não passava de um conglomerado de casas de taipa com cobertura de palha e uma pequena igreja dedicada a Nossa Senhora das Vitórias (1609). Ocorre grande miscigenação entre portugueses e índios, bem como o surgimento de outras povoações: Santa Luzia do Itanhí, Santo Amaro das Brotas, Itabaiana, Tomar do Geru, Japaratuba, Pacatuba e Propriá, dentre outras. Inicia-se a introdução da cultura canavieira nos vales dos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-Barris, Piauí e Real; a existência de áreas inadequadas à plantação de cana-de-açúcar no litoral e no sertão favorece o surgimento da pecuária (possuindo um dos maiores rebanhos do Brasil colonial, sendo esse um dos principais motivos para a invasão holandesa dessa capitania, segundo Felisbelo Freire em "História de Sergipe", publicado em 1891). Sergipe torna-se, então, um fornecedor de animais de tração para as fazendas da Bahia e de Pernambuco. Houve também uma significativa produção de couro.
Quando das invasões holandesas em Sergipe (1637-45), houve grande prejuízo à economia,[carece de fontes] vindo a se recuperar quando os portugueses retomaram a região.[carece de fontes] O território, que na época fazia parte da Bahia, foi responsável em 1723 por um terço da produção de açúcar da Bahia.[carece de fontes].
Século XIX[editar | editar código-fonte]
Somente em 8 de julho de 1820, D. João VI assinou decreto que isolou Sergipe da Bahia. O brigadeiro Carlos César Burlamárqui foi nomeado o primeiro governador do estado. Depois da Independência, Sergipe recupera sua autonomia, tendo sua independência reconhecida por D. Pedro I, desmembrando-se da capitania da Bahia e tornando-se a capitania de Sergipe. Em 1822, após a independência do Brasil, tornou-se uma província. Logo o progresso da província é pequeno durante o Império, com exceção de um breve surto algodoeiro na segunda metade do século XIX.
Em 17 de março de 1855, o presidente da província de Sergipe, Inácio Barbosa, efetivou a mudança da capital de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio do Aracaju. Essa mudança ocorreu pela destruição do porto de Santo Amaro e principalmente as defesas de São Cristovão e Laranjeiras, elevando-o à categoria de cidade.
Fonte: wikipedia
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